sábado, 22 de dezembro de 2007

22 de dezembro: Verão


A TV está dizendo que, oficialmente, o verão começa hoje. O melhor indício é que as chamadas do Big Brother Brasil já estão no ar. Bom, pra mim o verão começou em novembro quando ouvi o primeiro grupo de cigarras. Por falar nisso, aí vai um top 5 dos melhores do fim de ano / começo de verão:


1. Pisca-pisca nas casas;
2. Panetone;
3. 19h ainda é dia;
4. Cheiro do (meu) bronzeador;
5. Todo mundo fica legal inspirado pelo espírito natalino.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

cantarolando Beatles

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Tem dias que só um trecho de Beatles resolve.

Acho que terça-feira é um desses dias. É o dia seguinte da temida segunda e o que antecede a traumática quarta. Segunda dispensa explicações, mas quarta é o dia mais distante do fim de semana (o passado e o próximo). Trágico.


Logo, hoje é dia de cantarolar Beatles.



Free as a bird

It's the next best thing to be

Free as a bird

Free as a bird

Free as a bird

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

dicionário vermelho de palavras bonitas









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Ela sempre foi apaixonada por palavras. Desde que elas eram apenas sons indecifráveis e desconexos. As formas das letras a encantavam. Ali, ela enxergava apenas códigos que não queriam dizer absolutamente nada. Um dia decidiu que já estava na hora de dar um passo adiante nessa relação intelectual. Comprou um caderno grande vermelho em que anotava as suas palavras favoritas. A coleção era dividida em duas categorias: palavras bonitas (e só) e palavras com significados bonitos.

Nessa época, a moça que só tinha duas sílabas no nome elaborou uma teoria simples e definitiva. Lela ignorava os sinônimos. Para ela, uma coisa só podia ser bem expressada por uma palavra. Só uma palavra era adequada para aquilo. Uma só. O resto era apenas semelhante ou alguma coisa que chegou muito perto. O problema começou quando a teoria começou a confundi-la.

E para que existem essas teorias, senão para confundir a cabeça de quem as cria?

Seguindo a lei da física quântica, aquela que faz acreditar que tudo se aplica à tudo, as coisas começaram a se misturar. E logo, sem perceber, se tornou uma pessoa literal. A moça acreditava no sentido único das palavras e das ações, e claro que isso escondia uma auto-armadilha. Ao mesmo tempo em que ignorava os sinais que a vida dá (por coincidência ou Providência) iludiu-se pouco com as pessoas. (Con)Viveu assim por muito tempo, evitando a ambigüidade com muita dedicação. Até o dia em que um diálogo improvável a despertou desse transe.

_ Você poderia fazer parar de chover.
_ E se eu não quiser?
_ E se eu pedir?
_ Não peça.

A intuição de que não estavam falando sobre o clima a fez prestar atenção na sua falha. Passou tempo demais esforçando-se em compreender o sentido lógico das palavras sem ouvir o murmúrio semântico que existia por trás delas. Que de fato, existe. E o inconsciente atento o decodifica sempre. Mesmo que guarde a informação num lugarzinho escondido com medo dos nossos boicotes.
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Top 5

... convenientes a intenções diversas.
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1. Oh darling! - Beatles

2. Samba da Bênção - Bebel Gilberto

3. Caramel - Suzanne Vega

4. I Just Don't Know What To Do With Myself - The White Stripes

5. Feel - The Verve

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Bônus (no caso de precisar de mais de 15 min de trilha sonora)

1. All Star - Nando Reis

2. The closest thing to crazy - Katie Melua

3. Fez-se mar - Los Hermanos

4. Infinito Particular - Marisa Monte

5. Something's missing - John Mayer

6. Feelin' Love - Paula Cole

7. Round About Midnight - Gotan Project

8. Possibly Maybe - Björk

9. Champagne Supernova - Oasis

10. Great Beyond - REM

11. White Flag - Dido

12. Sexual Healing - Marvin Gaye (ou Ben Harper)

13. Enchantment - Corinne Bailey Rae

14. Only the Lonely - Frank Sinatra

15. Samba menina- Jorge Ben Jor

16. Red House - Jimi Hendrix

17. Fever - Peggy Lee

18. Eu preciso dizer que te amo - Cazuza

19. Baby - Mutantes

20. Say It Ain't So - Weezer

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(garantiu mais de uma hora)

domingo, 25 de novembro de 2007

reflexões alheias

"parece que o dia parou para pensar um pouco"

Gustavo Zonta

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Sobre pactos de sinceridade e seus métodos


Depois do quinto copo de cerveja, ele resolveu não mais pensar no assunto. O assunto era a bebida, e não a vida (como prega a filosofia botequística). Pensar um tema tão fortuito, fazia-o se sentir ainda mais pequeno e perdido no mundo. As frases se misturavam.

_ Para os celtas, a cerveja era considerada o pão da alma.
_ Deve ser mesmo. Desde caí no bar uma vez por dia, minha silhueta sumiu. Muito carboidrato líquido.
_ A cerveja é a bebida da sinceridade, isso sim.
_ Não, não! Melhor. A cerveja é o elixir da verdade.


E ele só observava. Não queria pensar nisso. Ouvia histórias de vidas inteiras que se transformavam depois de uma rodada generosa de cerveja.

_ A cerveja é um ritual de passagem da adolescência para a vida adulta.
_ Eu não lembro quando comecei a gostar. De repente nem é mais amargo.


Um fim de semana qualquer (alguns antes de estar na mesa do bar, agora) ele se surpreendeu com o que ouvia saindo da própria boca. Na falha da peça encefálica que censura o que dizer, ele ouvia o que realmente pensava. O susto de saber o que se pensa é maior do que qualquer embriaguez.

_ A bêbado de cerveja é mais ruidoso, li isso em algum livro do Milan Kundera.
_ Prefiro a embriaguez do vinho, é erótica.


Ele pensava nos filmes de Hollywood em que todo mundo casa bêbado em Las Vegas. Não deveria ser culpa da cerveja.

_ Só falo se você prometer que terá amnésia etílica amanhã.
_ Diga o que quiseres.


Depois do quinto copo de cerveja, ele resolveu parar de contar.

domingo, 11 de novembro de 2007

is an accident waiting to happen 00:56



_ Hello, stranger.